sábado, 16 de janeiro de 2010

Rendo-me à James Cameron e seu Avatar.

Nos quesitos efeitos especiais e maquiagem, vale muito á pena! 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sim. Nós somos "du Goiá".

O telefone tocou...

- Michelle?

- Fala Marcelão meu filho!

- Tô te ligando pra te fazer um convite, mas tenho quase certeza de que você não vai aceitar. Tá meio em cima da hora.

- Manda aí...tô pronta pra dizer sim.

- O Paulo Ricardo vai cantar em um evento de moda...queria muito que você fosse, sei que é fã do som do cara.

- Oba! Marcelãaaao...claro eu vou.

 Fui...debaixo de chuva...na verdade um chuvisco, que de isco em isco deixa a gente molhado. Dá-lhe um lenção no pescoço, mesmo nesse nosso clima quase “Rio 40 graus”, afinal o Marcelão disse que o traje era “pop”. Que tumulto...quanta gente. Flash, correria, barulho...aquele sem qualquer sombra de dúvidas não era o meu ambiente. 

Avante...estava ali pra conhecer um cara que faz um som digamos da resistência, arranjos como poucos...cito aqui Roger (Ultrage à Rigor), Dinho (Capital Inicial), Bruno (Biquine Cavadão)...entre outros tantos, que mesmo com características um pouco diferentes (Humberto, Nasi, Nando, Arnaldo) soltam um ieieiê digno de silêncio.

Enquanto esperava lá fora...treinava alguma coisa pra falar, algo do tipo ‘Você é massa!” ou “A Cruz e A Espada, que música é essa?” ou “Porque esperou tanto para fazer o Acoust Live?” ou ainda “Cara, você foi um marco para a industria fonográfica brasileira.”...mas de repente quando olhei pra ele....Soltei um “Invejo meu pai que viveu todo o êxtase dos anos 80, quando você estava mais na ativa”.

Mais na ativa? Não acredito!

O fato é que, o que eu realmente queria dizer era que sentia inveja do meu velho pela época, pelas pessoas, pela relação dos jovem com a música e tudo que esta trazia nas suas linhas e entrelinhas, pela resposta na ponta da língua, o tesão escancarado pelas melodias e protestos, a visão que tinha-se dos artistas...artista digno de todo o nosso respeito, 

O que era para ser um evento de moda e boa música...se transformou em uma passarela para acenos, abraços, exposições da própria imagem. Alguns se levantavam, outros se colocavam em frente as luzes de palco...Marconi desfilava com seu balançar de mão e sorriso Monalisa, as lentes apontadas para o início do corredor pareciam querer captura a performance sempre contagiante do cantor, mas só parecia...de repente surgia vinda das cadeiras uma dondoca maravilhada com a presença da imprensa e das amigas e disposta a tudo para roubar a cena. Cena que Paulo entregou de mão beijada...não sei ao certo se pelo constrangimento ou pelo excesso de educação. 

Sabe-se lá!


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O tumtum do tom




João Gilberto que me perdoe, mas quem não gosta de MÚSICA (seja ela cantada, falada, chorada ou apenas solta devagarzinho aos múrmuros)... “Bom sujeito não é... É ruim da cabeça ou é doente do pé”

Pois é, minha gente. É para falar sobre algo que faz parte de momentos ou de uma vida inteirinha que eu me posto a postar boas novas ou velhas que às vezes alguns olhos que passeiam por aqui ainda não tenham visto. A verdade é que uma das minha bandeira nesse espaço será em defesa da música regional. Meu objetivo é fazer cada leitor flertar com vozes, letras e interpretações. Mostrar que temos aqui música da melhor qualidade, intérpretes incríveis... tão ou mais incríveis que os de “fora”.

Existe certa "urgência" em todos os sentidos quando o assunto é a cultura regional, não estou falando das festas tradicionais, festivais conquistados com suor e muito competência... FICA, Canto da Primavera, Perro Loco... entre outros que tem sua importância indiscutivelmente comprovada e infelizmente às vezes injustamente pouco reconhecida.

Conversei na noite de quinta-feira (24/09) com dois recém chegados aos palcos. Sem nome artístico definido, Rodrigo (estudante do ensino médio) e Heleno (professor de música) iniciaram a cantoria em público a pouco tempo e dividem as apresentações entre o Araguaia Shopping e o Estação Goiânia. Com preferência clara pelo Pop Rock e MPB, a dupla não se intimida com a classificação da cidade como “Capital da música sertaneja. “Aqui tem espaço para todo mundo”, afirma Heleno que se diz fortemente influenciado pelo Jazz e que baseia seu apreço pela música na mãe (amante das melodias) e na experiência de 6 anos atrás do microfone.

A história toda começa com uma canja, onde algumas músicas são apresentadas gratuitamente com a autorização do dono do local... se ele gostar, o “bole bole” está garantido. O cantor convidado dá seu preço, que pode ou não ser aceito. Negociação fechada o espaço passa a ser parcialmente do artista, já que este precisa atender á pedidos, coisa vista com certa resistência pelos personagens desta postagem, Heleno e Rodrigo. “Prefiro tocar para pouca gente, assim o repertório fica com a nossa cara”, diz Heleno.

Quando questionados sobre o futuro, deixam claro a NÃO intenção de gravar o trabalho em CD, segundo eles tocam por puro prazer e apostar na música de maneira integral mudaria o rumo das coisas.

Em relação á produção musical regional, ambos tem a mesma opinião: A QUALIDADE É INEGÁVEL. “Temos muita coisa boa, igualmente coisas ruins. Isso é em todo lugar.”, considera Rodrigo, que cita a banda Mr. Gyn como exemplo de um projeto bem sucedido.

Ao contrário de muitos músicos, Rodrigo e Heleno se posicionam de maneira negativa a lei nº 3857, onde todos aqueles que exercem a música como atividade profissional devem ser filiados à Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), tendo direito á um importante instrumento de trabalho: a identificação profissional, que na teoria dá ao indivíduo respaldo legal na hora de negociar melhores contratos e reivindicar condições de trabalho mais dignas. A OMB expede 3 tipos de carteiras: músico profissional, músico prático e músico estrangeiro.

Maiores informações sobre a OMB: http://www.ombmg.org.br/ombmgv2/

Mídia (in)dependente

Devo desculpas... mesmo que esfarrapadas. Não coloco a “cara” aqui faz tempo e desta vez não tenho a justificativa da falta dele. A vida ta corrida, a faculdade apertada... mas o pior de tudo é a descrença com a profissão. Acho que é a crise dos primeiros períodos... o “nego” fica naquele vai ou raxa...dá ou desce. É exatamente onde eu me encontro. A vontade de escrever vai se esvaindo... indo...indo...

Ando apática, totalmente sem idéias... ou pelo menos nenhuma que valha á pena o tempo gasto e a expectativa de que alguém passe os olhos por cima das letras, palavras, significados reais. Porque escrever sobre o desastroso governo hilário Inácio se isso não afetará em absolutamente nada a imagem do mesmo perante a massa que absorve passivamente as idéias e alegremente o dinheirinho do bolsa alguma coisa? É o progresso chegando. Um político que é “gente como  gente”, que conhece as dificuldades pelas quais  grande parte da população passa.

Mesmo com a infinita variedade de assuntos, acontecimentos diários que merecem páginas inteiras, o meu blog fica aqui... paralisado. A provável correria da redação me entusiasma, me faz animada com o futuro... mas a fragilidade da ética, a facilidade da venda de espaços em um território construído com base no compromisso com o próximo, seja ela pobre, rico, branco ou amarelo, deixa uma sensação de perca, de arrependimento.

O fator tempo passou a ser o senhor dos jornalistas. Cada vez mais enxutos, os textos ganharam um ar de descompromisso com o leitor, informações superficiais ou profundamente duvidosas se tornaram cada vez mais comuns. Agora os apresentadores de telejornais estão de pé, falam a “língua” do povo, aos berros clamam por justiças. Tudo me parece tão contraditório.

A aliança mídia e governo parece cada vez mais forte.

Lula reduziu os impostos cobrados de 4.000 rádios no interior. Como? Por quê? Como ele é amigo dos meios! Realmente... gente como a gente...homem do povo que se importa com cada brasileiro e brasileira, companheira e companheiro. É por ele que cada estrelinha brilha no peito... de tanta felicidade e orgulho!

Mas... voltando á vida real...

A decisão faz parte da lei eleitoral sancionada por Lula onde o benefício fiscal será dado na forma de ressarcimento a pequenas rádios como compensação pelo tempo que cada uma cede para propagandas partidárias e eleitorais, o que já ocorre com as empresas de radiodifusão de grande porte... tá explicado! Uma faca de dois gumes.

Difícil a imprensa (seja ela grande ou dita pequena) discutir, questionar... virar as costas para uma suposta vantagem. Fica complicado bater no peito e dizer-se veículo independente quando se está no olho do furacão. A sociedade agora fica em segundo plano, a lei que rege a profissão agora é a da concorrência, essa se tornou desleal com a chegada da internet e a briga por um segundo, uma linha... um espaço se transformou em assunto de gente grande.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Salve!


Hoje tô aqui pra mandar um salve.... ou melhor, alguns “salves”.

Um salve para meu amigo Lulinha, que se empenha de maneira ADMIRÁVEL em costurar o apoio do PMDB à candidatura de Dilma Rousseff, se utilizando de meios lícitos e inquestionáveis para fortalecer esses laços de pura amizade e totalmente desprovidos de interesses pessoais.

Falando nisso.... um salve para ela, Dilma Rousseff.

Um salve também para Michel Temer presidente da Câmara e presidente licenciado do PMDB, que diante do empasse aliança PT e PMDB (Bahia e Pará) teve uma idéia fantástica, também denominada solução conciliatória: que no Pará e na Bahia sejam montados dois palanques para Dilma, um do PMDB, outro do PT.
Viva!

Um salve para José Sarney, merecedor de toda a nossa confiança... afirmação essa baseada em fatos que nem preciso citar novamente aqui. Todo mundo já conhece a história de cabo á rabo... rabo este, preso.

Salve para o Dado Dolabela... peça muitíssimo importante para a história do país, justificativa mais do que suficiente para o fato de ele ter tomado preciosos minutos e linhas na mídia nos últimos dias.

Salve para Belchior... que voltou e acabou com a diversão da mídia, nesse jogo de caça ao....sabe-se lá.

Um salve todo especial para Palocci, que depois de tanto disse-que-me-disse, viu o Supremo nada dizer e nem decidir sobre o episódio do caseiro Francenildo e da quebra de sigilo. Disse “todo especial” por que vem acompanhado de sinceros votos de boa sorte (se é que homens público e tão “publicados” como ele precisam disso) para as eleições de 2011.

Um salve pá.... pô....Salve!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Azeda; Lima; Lina; Doce; Dia; Dilma


A Ministra.
A Secretária.
Muito bafafá.

No mundo da política, que sem nenhum trocadilho é cheio de politicagem, ganha a cada dia um novo escândalo para sua lista. Desta vez as personagens são só palavras. A palavra de uma contra a palavra de outra. Sem agenda, data, prova ou testemunha (pelo menos nenhuma apresentada oficialmente, apesar de uma das partes alegar firmemente que ela exista).

Segundo a ex-secretária da Receita Federal (que passou a ser EX recentemente), a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff teria lhe pedido indiretamente que encerrasse logo o processo de investigação que a Receita realizava nas empresas da família Sarney, o que fazia muito sentido, levando em consideração a importância do apoio do presidente do Senado para as eleições de 2010. Dilma negou.

Agora vamos aos “disse-que-me-disse”.

Ainda com as cortinas levantadas, a ex-secretária continuou firme em suas declarações e disse ter testemunhas do ocorrido, que classificou como incabível e sobre o qual fez relatos que tentaram ser convincentes. "Cheguei no quarto andar do palácio, não tinha ninguém me recebendo. Veio a Erenice Guerra [secretária-executiva da Casa Civil], fui para sala onde estavam duas pessoas e ali fiquei aguardando. Eu não perguntei o nome dessas pessoas. Tomei uma água, um café. Não demorou muito. Dali eu saí e fui para a sala da ministra conduzida pela Erenice. Nós conversamos amenidades. Como foi muito rápido, eu não me lembro dos móveis, ela só me fez esse pedido. Foi simpática", afirmou á Folha on-line.

Tempos depois (muito pouco tempo por sinal) Lina disse que não sentiu qualquer pressão no pedido de Dilma Inácio... opa...digo Dilma Rousseff. Afirmou ter entendido a solicitação como a vontade da ministra em dar um andamento célere, resolver as pendências e encerrar a fiscalização.... coisa que soou um tanto quanto contraditória quando contextualizada, já que logo após “dar com a língua nos dentes” ou como ela mesma prefere afirmar “cumprir o seu papel” (um pouco atrasada não?!) Lina não quis fazer ligações entre o pedido de Dilma e as eleições no Legislativo com a conotação de que o objetivo do governo seria beneficiar Sarney. Em declaração à Folha alegou não se lembrar do dia do encontro e se defendeu em relação à omissão do ocorrido ao ministro Guido Mantega (Fazenda). "Eu não comentei. Eu saí da Receita Federal e disse à minha chefe de gabinete que estava indo à Casa Civil", palavras de Lina.

E quanto á Dilma? Ah... a mestre e doutora, que não interferiu na venda da Varig e não tem nada a ver com o dossiê referente ás despesas de gabinete de Fernando Henrique Cardoso em 2008 produzido e divulgado pela Casa Civil, parece ter a consciência límpida como as águas do meia ponte (tema para outra postagem). Provavelmente deve-se á isso o fato de ela quase não se envolver em nenhum escândalo e a postura tomada por ela no caso da acusação atual, onde ministra mudou a versão dos fatos na última declaração dada aos jornalistas.

Jornalistas! A culpa é deles, que não interpretam declarações, confundem fatos, ignoram denúncias e repassam com total irresponsabilidade e escassez de informações os acontecimentos aos cidadãos. Que os microfones sejam dados aos futuros comunicadores... sem diploma. Neste caso bem que poderíamos eleger para repórter o Mercadante (PT-SP)... ou quem sabe Tasso Jereissati (PSDB-CE). A notícia exalaria imparcialidade.

Em um primeiro momento Dilma negou o encontro e consequentemente o pedido, o que colocou a declaração de Lina em letras garrafais na mídia. Dias depois, o contato teria acontecido, mas o tema Sarney e afins não estariam na pauta.

Pronto, o embate havia começado.
Façamos nossas apostas.